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Mada: a nova marca setubalense de sapatilhas próprias para os miúdos

Diana e Paulo desenvolveram o negócio a pensar na primeira filha. Quando as experimentam, os mais novos pensam que estão descalços.
São ótimas para caminhar, saltar ou correr.

Há poucos cenários tão comuns como a imagem de um miúdo que se recusa a calçar os sapatos. Sobretudo se tivermos que usar modelos apertados ou saltos incómodos. Andar com a sola dos pés no chão é uma daquelas sensações que nos transporta para a infância, afinal, há que admitir que a maioria de nós de vez em quando o faz. Curiosamente, essa impressão está na base de um conceito ainda pouco conhecido em Portugal. A marca Mada, lançada a 10 de agosto, quer introduzir o estilo barefoot (ou pés descalços, em português) no mercado nacional.

O negócio é um projeto familiar. Diana Silva, de 28 anos, e Paulo Gregório, de 32, formam um casal unido pela vontade de permitir que as crianças sejam livres e felizes. Tiveram uma filha, chamada Madalena — que dá nome à marca — e foram confrontados com uma série de produtos que são úteis, mas que não são fáceis de encontrar. Um desses artigos são precisamente as sapatilhas que fazem sentir que não temos nada calçado.

“Quase não existem marcas portuguesas com esta oferta. Das poucas que há, não têm opções para bebés tão pequenos [um ano]. E as marcas internacionais não têm pontos de venda em Portugal”, explica Diana Silva à NiS. “Como queríamos esses produtos e víamos que havia interesse das pessoas nesses produtos, decidimos avançar com este projeto.”

Quando Madalena se preparava para dar os primeiros passos, a mãe, que deixou a sua profissão como jornalista, optou por começar logo a informar-se sobre o assunto. Descobriu uma fisioterapeuta no Instagram, Patrícia Salvador, que aborda a questão das sapatilhas ideais para o desenvolvimento infantil. Interessada, dedicou-se a uma pesquisa necessária para idealizar o projeto.

Muita gente pode não estar familiarizada com o conceito de sapatos respeitadores. No entanto, o estilo é tão simples quanto permitir os movimentos livres e o desenvolvimento natural do pé dos mais novos, respeitando a sua fisionomia. A ideia é parecer que os miúdos estão descalços.

“O ideal para o nosso pé é andarmos descalços. Como isso não acontece, é preciso que o calçado cumpra alguns requisitos para não deformar o pé”, acrescenta. “Não é só para crianças, mas é ainda mais importante quando o pé está a crescer. Se à frente for muito apertado, os dedos não vão ficar livres”.

Os pais vão adorar tanto quanto os miúdos.

Entre as características, cada par deve ter a ponteira ampla, com espaço para todos os dedos. A sola deve ser dura para proteger, mas fina e flexível. De acordo com Diana Silva, “o sapato deve enrolar-se para a criança ter liberdade de movimentos”. Acrescenta-se também a palmilha lisa e os cordões ou velcro para um maior ajuste.

Com tanto aspeto técnico, a primeira ideia é de que se tratam de modelos aborrecidos. Felizmente, não é o caso. Na Mada, os modelos surgem com um aspeto moderno e com cores que vão agradar aos mais pequenos, desde um azul mais sóbrio a um dourado mais apelativo.

Atualmente, o stock é produzido em colaboração com a marca brasileira Tip Toey Joey. Aliaram-se à insígnia, “que tem sapatos com forma de pé”, para preencher o catálogo com opções que cumprem com cada requisito.

Os modelos começam no número 19 — para miúdos com cerca de um ano — e chegam ao tamanho 27. Estão todos disponíveis no site da Mada.

Embora ainda não tenham loja física, possibilitam o atendimento por marcação num espaço físico, um showroom em Setúbal. Pode entrar em contacto através da página de Instagram.

Carregue na galeria para conhecer todos os modelos que fazem parte da Mada.

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