Vivemos numa era do imediato. Tudo tem de acontecer no momento e, na azáfama do dia a dia, raramente há tempo para parar e relaxar. É precisamente essa a proposta do novo spot da cidade. O OMMA Wellness & Spa nasceu em Setúbal pelas mãos da terapeuta Catarina Marçalo e junta massagens, rituais sensoriais, tratamentos faciais e cuidados personalizados.
Durante anos, Catarina trabalhou numa vertente mais clínica, centrada no alívio da dor, na recuperação física e na componente terapêutica. No entanto, havia uma ideia que continuava a crescer e que já a acompanhava há algum tempo: criar, na sua própria cidade, um espaço que fosse além dos tratamentos clínicos. “Sempre pensei em criar um refúgio na minha cidade”, conta.
O resultado é um novo espaço minimalista, silencioso e pensado ao detalhe, onde ninguém entra calçado, onde cada cliente recebe chinelos individuais e onde o objetivo não é apenas fazer uma massagem, mas proporcionar um momento para desacelerar.
De uma paixão a um sonho que ganhou forma
Há pessoas que experimentam várias áreas até encontrarem o seu caminho. No caso de Catarina, a resposta surgiu cedo. Hoje tem 31 anos, mas trabalha nesta área desde os 16. “Nunca fiz mais nada na vida, sempre estive ligada às massagens e à formação”, resume. Antes do OMMA, já existia uma relação séria com o corpo, com o toque e tudo o que a massagem pode desbloquear, aliviar e transformar.
O primeiro fascínio surgiu ainda na adolescência, quando frequentava o ensino secundário. Foi nessa altura que decidiu tirar uma formação em massagem ayurvédica em Setúbal. “Ajudou-me a perceber quais eram os meus gostos”.
A partir daí, o percurso foi sendo construído com consistência. De técnica de spa à reabilitação física, passando pela naturopatia e inúmeras formações complementares, Catarna construiu uma base sólida tanto na área oriental, como na clínica e no universo do spa.
Essa construção não foi feita apenas em salas de aula. Catarina passou por contextos muito diferentes que ajudaram a moldar a sua visão do bem-estar. Trabalhou em hotelaria e em termas, viveu em São Miguel onde, em 2017, esteve ligada às Termas da Ferraria.
Regressou a Setúbal em 2018, mas voltou sem carteira de clientes, o que a obrigou a reconstruir tudo praticamente do zero. Foi então para a Bem Forme Center, onde trabalhou na área administrativa, continuou a estudar e acabou por se afirmar como formadora.
“A partir daí, fui tirando mais formações e tenho tanta experiência na área oriental, como em spa ou na área clínica. Faço um pouco de tudo”.
Foi desse percurso que nasceu a segurança para dar o passo seguinte. Em 2024, alugou um gabinete ainda na Bem Forme Center e começou a dedicar-se mais intensamente às massagens. Em dezembro de 2025, percebeu que já não conseguia manter tudo em simultâneo e suspendeu a formação para se focar inteiramente no novo projeto.
O OMMA abriu oficialmente a 14 de fevereiro, mas, na verdade, começou a ser construído muito antes, através de anos de trabalho, de clientes fidelizados e de uma vontade antiga de fazer diferente.
O ano mais difícil, mas que deu coragem para avançar
Nem sempre os projetos nascem apenas do lado profissional. Às vezes, ganham forma quando a vida obriga a olhar para dentro e a decidir o que queremos fazer com o tempo que temos. No caso de Catarina, 2025 foi um ano duro.
A perda de pessoas muito importantes acabou por funcionar como um ponto de viragem, não por ter sido leve, mas por ter sido tudo o contrário. “O ano passado foi muito complicado a nível pessoal, pela perda de algumas pessoas importantes na minha vida”, recorda.
Entre essas perdas, houve uma que marcou a forma como o novo espaço foi pensado: a avó de Catarina. Foi por causa dela que o nome OMMA ganhou forma. A base vem do “om”, um símbolo com o qual tem uma ligação pessoal e espiritual, associado ao sétimo chakra. Depois surgiu o “ma”, retirado do sânscrito, ligado ao feminino, à mulher, à mãe e a uma ideia de força interior. O nome ficou fechado quando percebeu que ali estava tudo o que queria dizer com este projeto.
OMMA não é só um nome bonito ou sonoro. É uma síntese entre espiritualidade, identidade e homenagem. Catarina diz mesmo que perdeu “o amor da minha vida”, referindo-se à avó, e que quis preservar no projeto uma ideia de ligação à mulher e ao cuidado.
Antes deste spa existir, a sua página profissional já se chamava “Om Massage by Catarina Marçalo”. O OMMA aparece como evolução natural dessa identidade, mas também como um recomeço mais consciente, maduro e ligado ao que realmente queria construir.
Talvez por isso o espaço não tenha sido pensado apenas como um local de serviços, mas como uma extensão daquilo em que acredita. Catarina já conhecia o conceito de spa urbano, sobretudo dos anos em que trabalhou em Lisboa, enquanto estudava naturopatia.
Foi aí que começou a sonhar com um lugar onde as pessoas pudessem fazer uma pausa real, mesmo sem existir um circuito tradicional com sauna, banho turco ou jacuzzi. O que quis trazer para Setúbal foi essa essência. “Estava muito cansada de ser somente uma vertente clínica e não ter aquela pausa no dia a dia. Aquele refúgio e cuidado”. É isso que o OMMA quer ser.
Um espaço minimalista, pensado para desacelerar
Num setor onde muitas vezes se confunde luxo com excesso, o OMMA escolheu outro caminho. Aqui, o ambiente é assumidamente minimalista. Catarina diz que esse era o objetivo: retirar o ruído, o excesso visual e tudo o que pudesse interferir com a sensação de repouso. O espaço foi pensado para ser o mais simples possível.
Esta filosofia sente-se em pequenos detalhes que mudam a forma como se entra no espaço. Ninguém circula calçado no interior e todos os clientes recebem chinelos individuais. Pode parecer um pormenor, mas ajuda a marcar a transição entre a rua e o momento de pausa. É quase como se o OMMA obrigasse o corpo a perceber que ali o ritmo é outro.
Também o modo de funcionamento reforça a ideia de exclusividade tranquila. O OMMA trabalha apenas por marcação e essa decisão não é apenas logística, mas conceptual. Como as terapeutas estão quase sempre em gabinete, não faz sentido interromper massagens para abrir a porta, atender chamadas ou lidar com chegadas inesperadas.
Por isso, as marcações são feitas sobretudo por WhatsApp e Instagram. Ao domingo, o espaço encerra e, nos restantes dias, o horário adapta-se à procura, podendo começar bem cedo e prolongar-se até ao final do dia, consoante as marcações.
Esse modelo dá flexibilidade à equipa e, ao mesmo tempo, permite preservar a atmosfera que o OMMA quer oferecer. Não existe um horário rígido de balcão porque a lógica não é a de uma loja ou de uma clínica tradicional. É a de um espaço de cuidado continuado, onde cada sessão deve acontecer sem interrupções e com total concentração no cliente.
Massagens clínicas, terapêuticas e rituais sensoriais
Uma das particularidades do OMMA está na forma como Catarina decidiu não cortar com o seu passado profissional. Em vez de abandonar a componente terapêutica para criar um spa mais clássico, preferiu juntar as duas linguagens.
“Não quis tirar a essência daquilo que o meu cliente está habituado a procurar”, explica. Ou seja, o espaço nasce como refúgio, mas sem esquecer que grande parte da sua carteira de clientes continua a procurá-la por dores musculares, tensões localizadas e necessidades mais clínicas.
Essa conjugação vê-se bem no menu. Na área das massagens, há propostas como a massagem relaxamento de 60 minutos por 50€, a massagem terapêutica também de 60 minutos por 50€ e a terapêutica localizada, com o mesmo tempo, por 40€.
Para quem procura experiências mais diferenciadas, há ainda a massagem Lomi Lomi com Candle, por 70€, a massagem com pedras quentes, também por 70€ e a massagem equilíbrio, de 90 minutos, por 80€. Cada uma responde a necessidades diferentes, mas todas partem da mesma base: tratar o corpo com técnica, atenção e tempo.
Entre todas, há uma em especial que ocupa um lugar importante no espaço e no percurso da fundadora. A Lomi Lomi, inspirada na tradição havaiana, é apresentada como um dos protocolos de assinatura de Catarina e, segundo a própria, tem sido um sucesso.
“Foi um dos protocolos que criei para dar a formação na escola e acabou por ter um sucesso. Acabou por ficar no menu”. A utilização da vela quente ajuda a tornar a experiência ainda mais sensorial e envolvente, o que a afasta da massagem puramente funcional e a aproxima de um registo mais imersivo.
Ao mesmo tempo, o OMMA continua a responder a quem chega com uma necessidade objetiva de alívio físico. Catarina diz que muitos dos seus clientes a procuram por essa vertente. No fundo, o spa quer ser o lugar tanto para quem precisa de abrandar, como para tratar uma dor. E é esse equilíbrio que o torna diferente.
O que ao os rituais OMMA
Se as massagens são uma parte essencial da oferta, os rituais OMMA são o núcleo mais identitário do projeto. Catarina criou cinco rituais próprios, todos assentes numa lógica protocolar e repetível, para que a experiência seja consistente, independentemente de quem a realiza.
O cliente já não chega apenas para receber uma massagem, mas entra numa sequência pensada do início ao fim, com acolhimento, escalda-pés, tratamento principal e encerramento com chá e um pequeno elemento doce para recuperar a glicose.
O Ritual OMMA Signature, de 90 minutos por 90€, é a grande assinatura do espaço. Trata-se de “uma jornada sensorial que começa com acolhimento e escalda-pés terapêutico”, segue para “uma massagem OMMA de 60 minutos, intensa, fluida e profundamente restauradora” e termina com o ritual do chá.
Já o Ritual OMMA Ayurvédica, também de 90 minutos por 90€, inspira-se nos princípios milenares da ayurveda e inclui avaliação, preparação com ritual de pés, massagem com óleo morno escolhido consoante as necessidades e encerramento com infusão ayurvédica.
Há também um Ritual OMMA Detox, de 90 minutos por 80€, pensado para estimular a circulação, ajudar o corpo a libertar toxinas e promover uma sensação de leveza. Neste caso, a experiência começa com esfoliação corporal purificante, segue para uma massagem estimulante com óleos essenciais e termina com um momento de relaxamento e infusão detox.
Para quem procura algo ainda mais exclusivo, existe o Ritual OMMA a Quatro Mãos, de 50 minutos por 110€, em que duas terapeutas trabalham em sincronização sobre o mesmo corpo, criando uma sensação difícil de reproduzir noutros contextos.
A oferta inclui ainda o Ritual a Casal OMMA, de 90 minutos por 160€, e outras experiências mais amplas como Spa Day, Momentos a Dois e vouchers personalizados. Catarina sublinha que, qualquer que seja o ritual, tudo começa e acaba com intenção.
Tratamentos faciais, drenagem, sobrancelhas e pestanas
Apesar de o grande foco do OMMA estar nas massagens e nos rituais, a oferta não fica por aí. O espaço tem ainda uma linha de tratamentos faciais, o que permite alargar o tipo de cliente que pode procurar este novo refúgio da cidade.
Catarina queria que houvesse “de tudo um pouco” e isso nota-se no tipo de serviços que oferecem, da limpeza de pele aos cuidados de sobrancelhas, passando por drenagens, reflexologia e radiofrequência.
Na área dos rituais de beleza facial, o OMMA apresenta opções como limpeza de pele gold, com 90 minutos por 45€, limpeza de pele premium, com 120 minutos por 55€, e acne solution, também com 120 minutos por 45€.
A estes juntam-se tratamentos como radiofrequência facial, com 60 minutos por 25€, hidrágLoss, com 30 minutos por 20€, e spa dos lábios, um cuidado mais curto e específico, com 15 minutos por 7€. São propostas que complementam a vertente corporal e ajudam a posicionar o espaço como um lugar de bem-estar mais abrangente.
Já na parte de sobrancelhas e pestanas, há lifting de pestanas, brow lamination e design com Henna. Na secção “Corpo e Equilíbrio”, aparecem serviços como drenagem linfática manual, 60 minutos por 40€, massagem drenante, modeladora e anti-celulítica, 60 minutos por 35€, radiofrequência corporal, auriculoterapia, reflexologia podal e velas hopi.
Catarina admite que está ainda a construir a equipa. Algumas terapeutas estão a tempo inteiro, outras a tempo parcial, e isso permite que o espaço vá crescendo. Neste momento, a equipa conta com Fabiana Guilherme, Paula Horta e Marta Gonçalves, além da própria Catarina.
As marcações podem ser feitas através do Instagram ou via WhatsApp, através do número 928 373 068, sendo este último o canal mais recomendado. No fundo, o que Catarina está a tentar construir em Setúbal é um novo tipo de refúgio urbano. Um espaço onde a pausa não é um luxo, mas uma necessidade.
Carregue na galeria para conhecer melhor o novo espaço setubalense.

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