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Colibri: a marca setubalense de artigos feitos à mão, personalizáveis e ecológicos

Raquel Marques começou a costurar durante a pandemia. Capas para o computador, toucas e sacos são alguns dos produtos à venda.
A touca é um dos produtos com mais procura.

Raquel Marques, de 26 anos, terminou a licenciatura em Fotografia, no IADE, em 2019 e ainda chegou a concretizar alguns projetos na área. Entretanto surgiu a pandemia e, durante a quarentena, decidiu ocupar o seu tempo a costurar. Aprendeu sozinha na pequena máquina que a avó lhe deixou antes de falecer.

Quando começou a aprender a costurar não foi fácil, até porque tinha de experimentar com o que tinha em casa. “Nos períodos de confinamento não havia sítios onde comprar tecidos. Por isso pegava em roupa que já não usava, cortava pedaços de tecidos de calças ou blusas e fazia daí pequenas bolsas para testar”, explica à NiS.

No entanto, começou a aperfeiçoar a técnica e a testar os artigos oferecendo aos amigos mais próximos, quando começou realmente a pensar em fazer deste hobby um negócio. O seu desejo era criar uma marca muito focada na singularidade do cliente: torna-lo único e especial. Juntando esse conceito com o seu gosto por costura, que descobriu durante a pandemia, em julho de 2020 nasceu a Colibri — uma marca 100 por cento portuguesa, com vários artigos feitos à mão personalizáveis e amigos do ambiente. Os produtos vão desde capas de computador, pequenas bolsinhas, estojos e até coleiras para animais.

Atualmente, a jovem setubalense concilia o seu negócio com o ensino, uma vez que decidiu tirar uma segunda licenciatura, desta vez em Prótese Dentária, na Escola Superior Egas Moniz. Apesar de não ser fácil gerir tudo sente-se muito realizada pelas suas conquistas.

Apesar de os artigos que vende estarem sempre disponíveis, Raquel Marques gere o negócio consoante a época. Quando o lançou era verão, por isso, começou por fazer umas almofadas de praia, umas bolsas transparentes e umas malas para a época. No entanto, como a pandemia ainda perdurava na altura, a jovem também decidiu criar alguns artigos que pudessem ser utilizados não só por profissionais de saúde, como toucas (enfermeiros ou médicos dentistas) ou bolsas para as batas, mas também pelas pessoas, tendo desenvolvido umas bolsas para guardar a máscara. Outra época que antecipa é a escolar, em que também faz estojos.

A setubalense Raquel Marques é a criadora da Colibri.

Contudo, um dos desejos da jovem era que o negócio tivesse bastante presente a personalização dos produtos, até porque não existem muitas marcas que o façam. “Sempre gostei muito de colocar as minhas iniciais nas minhas coisas, então quis que a Colibri transmitisse o conceito de os produtos serem únicos porque são só para aquele cliente”.

A pensar no cliente, Raquel Marques criou todo um packaging bonito, detalhado, cheiroso e, o mais importante, ecológico com papel reciclado. “A Colibri é uma marca que transmite a ideia de singularidade através da personalização e a confeção dos artigos é cuidada com artigos feitos à mão. Se o packaging não se conjugasse com esta realidade, não faria sentido. Quanto à parte ambiental, sempre quis que a marca respeitasse o ambiente, já que existe tanto desperdício desnecessário”, refere.

Pensando na parte ecológica, outro dos produtos que criou foram sacos de bombazine para evitar a compra de sacos de plástico nos supermercados. “Eu utilizaria todos os artigos que faço e criei-os para atender a várias necessidades que fui sentindo, com as quais muitas pessoas se podiam relacionar”, explica. Exemplo disso são os sacos de nylon impermeáveis que não só são resistentes à chuva, como também são facilmente limpos caso algum líquido se entorne no interior.

Os artigos não têm todos o mesmo tempo de confeção, dado que há alguns mais complexos e que exigem mais cuidados, como é o caso das capas de computador que têm o forro e os fechos. Por sua vez, as toucas podem levar apenas 15 minutos. Estes dois artigos são os que têm mais procura.

Quanto aos preços, vão desde os 8€, em produtos como porta-chaves, até aos 30€, como é o caso das capas dos computadores. No entanto, também há muita procura por produtos específicos nunca criados e aí a jovem indica o preço se conseguir confecioná-lo.

A Colibri é uma homenagem à avó que lhe deixou a máquina de costura onde Raquel Marques começou a costurar. Um negócio que estará sempre ligado ao seu coração. As encomendas são feitas através da página do Instagram da Colibri e os envios seguem por correio registado.

De seguida carregue na galeria para conhecer alguns dos produtos da Colibri.

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