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A primeira loja da Comporta passou da mãe para os filhos e reabriu com novidades

A Loja de Cá chegou à rua principal do Carvalhal em 1996, uma altura em que as praias tinham barraquinhas de pescadores.
Fica na rua principal do Carvalhal.

Em 1996, a zona da Comporta era uma terra de praias e arrozais, um dos segredos mais bem guardados de Portugal onde algumas famílias de Lisboa gostavam de passar verões tranquilos longe da confusão. Foi lá que Marina Saldanha, que faria este ano 58 anos, decidiu abrir a primeira loja de decoração a chegar à região, que se instalou há 24 anos no número 42 da Avenida 18 de dezembro, na aldeia do Carvalhal — a poucos quilómetros da aldeia da Comporta.

“A minha mãe já vinha para a Comporta há muitos anos. Era decoradora e decidiu abrir a Loja de Cá por ser aqui que passava todas as férias com a família”, começa por explicar à NiT Simão Aguiam, de 27 anos, que está agora à frente do espaço.

No início, a Loja de Cá focava-se mais em vender peças de decoração, como roupa de cama, mantas, mobiliário vintage e artigos de todo o mundo, trazidos por Marina da Tailândia, Marrocos e vários destinos de África, por onde fez tantas viagens.

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Durante alguns anos, Marina introduziu também uma linha de vestuário com a marca Antik Batik, mas esse projeto já não estava a funcionar quando a gestão do espaço passou para as mãos de Simão e dos seus irmãos, Violeta, de 32 anos, e Benjamim, de 30, no ano passado, quando a região já tinha sido invadida por turistas vindos de todo o mundo.

Nos anos 90, explica Simão, a Comporta “era muito diferente”. “Não tinha ninguém além dos locais. A praia tinha barraquinhas de pescadores e essas coisas começaram todas a desaparecer porque os estrangeiros vieram para cá e deitaram abaixo o que havia para construírem as suas casas. Ainda me lembro de irmos de jipe para a praia”.

A grande mudança começou há cerca de cinco anos. Simão conta que só restam dois dos restaurantes daquela altura e que o número de lojas passou de apenas uma para 15 com o afluxo turístico, que acabou por descaracterizar a zona e o seu lado mais selvagem e autêntico. Mas o movimento também foi bom para o negócio: “Começámos a ter muitos clientes estrangeiros. As coisas, nesse aspeto, começaram a melhorar”, revela à NiT.

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Colourful Baskets

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A 16 de julho deste ano, a Loja de Cá reabriu com uma nova gerência, passada de mãe para filhos. Simão, Violeta e Benjamim trataram de todas as coisas depois da quarentena para prepararem o espaço e tentarem compensar os meses em que estiveram parados, um novo arranque que contou com a estreia de duas novas marcas de roupa para homem, mulher e miúdos: a portuguesa La Paz, produzida no Porto, e as peças de Ruby Helen Hart, que traz para Portugal vestidos e túnicas bordadas da Índia.

Quem passar por lá agora, vai encontrar também candeeiros com tecidos africanos e fotografias emolduradas, tiradas por Marina na última viagem que fez a África acompanhada pelo filho. Mas também estão à venda tapetes de algodão, almofadas com tecidos portugueses, mesas, armários antigos, baloiços e coisas mais pequeninas que servem como lembranças ou presentes, como os cinzeiros de bambu com rolhas de cortiça (2€). Os preços das peças de decoração podem variar entre os 200€ e os 1000€ e a roupa vai dos 40€ aos 250€.

“Continuamos com o mesmo espírito na loja, a única coisa que mudámos foi acrescentar as marcas de roupa, que estão a ter muito sucesso”, revela Simão, que pensa manter o espaço, na rua principal do Carvalhal, aberto até outubro deste ano, mais tarde do que era costume para compensar os efeitos negativos da pandemia.

tags: comporta, decoracao, Loja de Cá, roupa

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