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Vêm aí dois fins de semana para provar receitas inspiradas na fogaça de Palmela

O festival gastronómico é nos dias 15 e 17 e 22 e 24 de janeiro. Participam 10 restaurantes do concelho.
Uma tentação.

Bacalhau com crosta de fogaça, bruschetta de queijo de Azeitão, rúcula e fogaça, gelado de fogaça, crumble de fogaça e muitas outras iguarias. Em janeiro, só se vai ouvir falar da famosa especialidade da região de Palmela. Tudo por causa dos fins de semana gastronómicos, que acontecem nos dias 15 e 17 e 22 e 24 de janeiro.

A edição dos fins de semana gastronómicos da fogaça de Palmela 2021 vai contar com a participação de 10 restaurantes e cafés do concelho. Cada um dos espaços vai apresentar receitas de pratos principais e sobremesas, à base do biscoito típico da vila.

3.ª Geração, Âncora & Serrano, Casa Mãe da Rota de Vinhos da Península de Setúbal, Culto Café, Dona Isilda e a Taberna da Ladeira são alguns dos restaurantes aderentes. Mas pode consultar a lista completa dos espaços e as ementas no site do município de Palmela.

Os fins de semana gastronómicos são promovidos pela Câmara Municipal de Palmela e pela Rota de Vinhos da Península de Setúbal e fazem parte do programa “Palmela, Experiências com Sabor”. Além da fogaça, já foram reveladas as datas dos próximos festivais: Enamorados (fevereiro), queijo de Ovelha (março/abril), sopa caramela (abril/maio), coelho à moda de Palmela (junho), fruta de Palmela (julho), vinho de Palmela (agosto/setembro), petiscos (outubro), arroz carolino do Sado (outubro/novembro) e Moscatel de Setúbal (novembro/dezembro).

Normalmente, a fogaça tem a forma das ameias do Castelo de Palmela, na parte superior, e a de um cacho de uvas na zona inferior, já que é este o símbolo da gastronomia da vila. Mas há dezenas de formatos. Segundo a tradição mais antiga, era costume a população preparar fogaças para oferecer a Santo Amaro.

No dia 15 de janeiro, as pessoas transportavam os bolos dentro de cestos de verga e panos bordados para a Igreja Paroquial, onde eram benzidas pelo padre. Cada formato de fogaça correspondia a uma promessa feita ao Santo Amaro — por exemplo, um pé, braço, coração, cacho de uvas, entre outros. Depois de benzidas, as fogaças eram leiloadas e as receitas doadas à Igreja. O resto dos biscoitos eram levados pelas famílias para as suas casas.

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