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Ostras sobre Rodas abre novo espaço no Moinho de Maré da Mourisca

A marca criada pelo setubalense João Lopes tem um novo spot e promete um verão com ostras do Sado e várias surpresas.

O que começou com uma pequena rulote à beira-mar transformou-se num num projeto consolidado, com várias localizações fixas, vários colaboradores e uma clientela fiel. Agora, a conhecida rulote do Ostras Sobre Rodas passa a estar no Moinho de Maré da Mourisca

Desde 4 de junho que dois clássicos de Setúbal ficam reunidos no mesmo lugar. Até ao final de setembro, já pode provar ostras e outros produtos locais às quintas e sextas-feiras, das 16 às 21 horas, e aos sábados e domingos, das 12 às 21 horas.

Para João Lopes, fundador do Ostras Sobre Rodas, o local tem um significado especial. João é natural de Setúbal, tal como as ostras que vende. Nos dias livres, o setubalense de 30 anos costuma passar pelo Moinho de Maré da Mourisca para desligar e recarregar baterias.

Apesar de ser um homem da restauração de corpo e alma, admite que, nos dias de folga, prefere afastar-se um pouco da confusão e aproveitar o silêncio. Além disso, algumas ostras vêm de viveiros muito próximos do próprio Moinho de Maré da Mourisca.

 
 
 
 
 
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A partir de agora, o lugar passa a estar ligado ao trabalho, mas João encara-o como algo positivo. E ideias não faltam para este novo spot. Garante que ainda tem alguns trunfos na manga, mas prefere não adiantar detalhes.

“Vamos começar com uma carta limitada, mas ainda há muito a ser planeado para este verão”, conta à NiS. O fundador levanta um pouco o véu ao revelar que quer “inserir alguns produtos diferentes” dos que costumam estar habitualmente disponíveis nos outros espaços.

Como tudo começou

A ideia do novo spot partiu da Câmara Municipal de Setúbal, “provavelmente porque o nosso bom trabalho convenceu”, acredita João. O fundador sublinha que a empresa tem sido “uma voz muito ativa na promoção da cidade e das ostras”.

Para João, o conceito enquadra-se “na perfeição” no Moinho de Maré da Mourisca. “Desde o primeiro dia que somos 100 por cento sustentáveis e amigos do ambiente. As rulotes funcionam com baterias, não precisamos de energia externa, não produzimos fumos, nem barulho. Isto é uma zona de natureza e protegida.” Por isso, acredita que o Ostras Sobre Rodas é uma presença “o menos invasiva possível” naquele espaço. 

O projeto nasceu em 2018, quando João tinha apenas 22 anos e estudava Engenharia de Materiais. Começou sozinho e admite à NiS que “não foi fácil”. Sem experiência em restauração, decidiu criar um projeto que valorizasse um dos produtos mais importantes de Setúbal: as ostras do Sado.

Começou com uma ligação pessoal ao produto, já que durante a licenciatura chegou a apanhá-las como trabalho de verão. No dia 1 de agosto, o Ostras Sobre Rodas celebra o oitavo aniversário e o fundador tem motivos para olhar para trás com orgulho.

Mais de sete anos depois, o projeto cresceu e o negócio está consolidado. Além de Setúbal, o Ostras Sobre Rodas está em Cascais e Belém e tem uma equipa com mais de 20 colaboradores. “A empresa está a entrar numa fase mais adulta, mais cimentada e já tenho uma equipa espetacular comigo”, diz.

A boa energia nota-se: vários colaboradores trabalham com João há anos. Além dos espaços fixos, a marca está presente em eventos privados. “Muitas vezes, chegamos a fazer três casamentos por dia”, conta João à NiS.

O impacto na economia local

Tudo começou com uma pequena rulote autossustentável, alimentada por energia solar, na Praia da Saúde. O objetivo era tornar as ostras mais acessíveis, vendidas à unidade, num ambiente simples e descontraído.

“Apostámos, desde o início, na venda à unidade, a 1,80€, para que qualquer pessoa pudesse experimentar”, explica à NiS. O Ostras Sobre Rodas é hoje uma referência no comércio local e tem tido um papel importante para que mais ostras fiquem no mercado nacional, em vez de seguirem quase exclusivamente para exportação.

“Quando comecei o negócio, quase 100 por cento das ostras da região iam para fora do País. Hoje, sou o principal comprador do meu principal produtor”, afirma. Houve também uma mudança nos hábitos de consumo. “Nota-se uma grande diferença e o consumo em Portugal aumentou. Obviamente, não só graças a mim, mas também graças ao nosso trabalho”

O Sado reúne condições particularmente favoráveis para a produção de ostras. A qualidade da água e a riqueza em nutrientes ajudam ao crescimento do produto. As ostras são produzidas em viveiros de aquacultura no estuário, onde crescem em águas salobras até atingirem o tamanho ideal para consumo.

Depois de recolhidas pelos produtores locais, passam por um processo de depuração, antes de chegarem à mesa. Quem se senta junto à rulote no Moinho de Maré da Mourisca consegue ver de onde vêm as ostras. Agora, só falta saber que surpresas estão a ser preparadas para este spot durante o verão. “Em breve já poderei contar mais”, promete à NiS.

Carregue na galeria para conhecer o projeto Ostras Sobre Rodas.

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