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O fruto de outono (pouco consensual) que deve comer para baixar os níveis de colesterol

Tem apenas 70 calorias por 100 gramas e além da sua forma natural pode ser consumido em bolos, doces e pudins de chia.
É muito típico em Portugal.

Os problemas cardiovasculares são uma das principais causas de morte em Portugal e isso deve-se ao facto de ingerirmos demasiado sal e gordura diariamente. Os alimentos processados aumentam os níveis de colesterol mau, um dos maiores venenos para o coração. Como sempre, a alimentação e o estilo de vida são os seus melhores aliados para prevenir destas doenças.

Existe um fruto muito típico destes meses de outono que ajuda a baixar os níveis de colesterol — o dióspiro. Originário da China, é cultivado desde o século XVII. Em Portugal, é mais abundante na região do Algarve, mas existe um pouco por todo o lado. Seja o de tom alaranjado e na versão mais dura, também chamado “dióspiro de roer” e que come se fosse uma maçã; ou o de tom avermelhado, de polpa mole, para comer à colher, este fruto acompanha a chegada do outono.

Quando retiramos a fina casca do dióspiro constatamos que é constituído por uma polpa semitransparente, de aparência gelatinosa, composta por fibras solúveis como mucilagens e pectinas. Estas fibras favorecem a regulação do funcionamento intestinal e da glicemia, promovem a saciedade e diminuem os níveis de colesterol total e de colesterol-LDL. E tem muitas outras vantagens para a saúde. Segundo Magda Roma, nutricionista da Fisiogaspar, “é rico em vitamina A, e apresenta compostos fenólicos com capacidade antioxidante”. Esta característica faz com que seja um poderoso aliado da saúde ocular e da pele, prevenindo o seu envelhecimento precoce.

É também nutricionalmente interessante para quem está em processo de emagrecimento. Tem 70 calorias por cada 100 gramas e é rico em água e fibras. “Isto significa que permite manter a sensação de saciedade durante mais tempo, evitando possíveis ataques de fome”, destaca a especialista em nutrição. Afinal, quando sentimos o estômago mais cheio, é mais fácil controlarmos o apetite e evitar ceder à tentação de comer doces e alimentos processados.

Como escolher os mais maduros?

Quando estão verdes, a polpa é adstringente e é provável que sinta aquela sensação de boca áspera, que ninguém gosta. Esta característica, juntamente com a consistência gelatinosa, por vezes com bastantes fios, são motivos que os tornam pouco consensuais. Para uns são um fruto único, com um sabor delicado incomparável; para outros são simplesmente intoleráveis. Preferências à parte, como são muito sensíveis, é importante escolhê-los com algum cuidado. Devem estar intactos e sem cortes ou manchas na pele e ter o pedúnculo. Se forem colocados junto a outros frutos, tendem a amadurecer mais depressa e devem ser consumidos em poucos dias. Se os tiver em grande quantidade e quiser que durem mais tempo deve colocá-los na fruteira, à temperatura ambiente, e afastados de outros frutos.

O dióspiro é apenas um dos muitos alimentos que devem ser incluídos na alimentação regularmente, de forma a manter uma dieta nutritiva e equilibrada. Se pretende eliminar o açúcar do sangue de forma natural e saudável descubra como a batata pode contribuir para essa eliminação. Já para manter uma aparência mais jovem e cuidada, saiba como o alho francês pode ser seu aliado. Se tem problemas com o sono, uma das frutas exóticas mais comuns em Portugal pode ajudar.

Outra das vantagens dos dióspiros é que podem ser consumidos de diversas formas. Na gastronomia tipicamente portuguesa não faltam receitas com este fruto. Em saladas, compotas, sobremesas, bolos, puré, ou em sumos, existem muitas formas de o consumir. Carregue na galeria para conhecer algumas receitas onde os pode incluir (e que são especialmente úteis quando os dióspiros já estão demasiado maduros).

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