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Tem mesmo de provar a nova cerveja da Ophiussa (tem 14,3% de álcool)

A Maple Decadence é a mais nova de quatro irmãs. Tem xarope de ácer do Canadá e baunilha tahiti da Papua-Nova Guiné.
Os fãs de cerveja vão gostar.

Loiras, ruivas e pretas, com concursos a decorrer durante todo o ano, pelo mundo fora, para descobrir quem aguenta mais e qual é o mais entendido e o mais nabo na matéria, muitos testes, sabores, variedades, processos e experiências diferentes depois, a cerveja continua a ser a bebida eleita de muitos adeptos, em várias ocasiões.

Afinal, para acompanhar petiscos, e principalmente depois de um longo dia de trabalho, quem não gosta de se juntar com amigos num café, ou até mesmo lá em casa, para beber uma caneca? E, claro, voltamos à variedade de cores, e ainda mais de fusão de sabores e ingredientes, que existe atualmente. A Porter, por exemplo, nasceu em Londres, no século XVIII.

É uma homenagem aos “porters”, os trabalhadores do porto londrino que transportavam os produtos do rio Tamisa para a capital. Segundo o site da Super Bock, diz-se que inicialmente esta cerveja era feita no próprio pub, obtida através da mistura de cervejas mais leves com outras mais envelhecidas. Com o sucesso que teve, os cervejeiros passaram a produzi-la de raiz e não foi mais necessário fazerem-se misturas.

A Porter, no copo, tem tons de castanho-escuro e pode conter notas avermelhadas. É opaca e a “espuma” pode ir do esbranquiçado até um tom bronze claro. É precisamente este género de cerveja que é protagonista do novo lançamento da marca setubalense Ophiussa, que tem também xarope de ácer do Canadá e baunilha tahiti da Papua-Nova Guiné: a Maple Decadence.

Esta é a irmã mais nova de quatro cervejas Decadence. “Há dois anos lançámos três cervejas Decadence, mas havia uma quarta que nunca passou da folha de rascunho. A Maple Decadence, o canto do cisne da família Decadence, partilha a mesma base de Imperial Porter das irmãs, mas com esta quisemos entender até onde conseguíamos levar o nosso sistema no que toca a ABV”, explica a empresa, fundada em 2016.

É que esta cerveja é mesmo especial. “Fizemos triple-mash, chaptalização, oxigenação durante a fermentação e uma série de outros procedimentos que não interessam a ninguém e conseguimos chegar aos 14,3 por cento ABV. Após quatro meses de maturação, adicionámos uma quantidade absurda de xarope de ácer do Canadá e baunilha tahiti da Papua-Nova Guiné”, sendo que essa quantidade é de “cada lata de 440 mililitros, tem 400 mililitros de cerveja e 40 gramas de xarope de ácer”.

Para quem não sabe, o conhecido maple syrup é um adoçante natural, extraído da seiva de árvores de bordo, entre o final do inverno e o início da primavera. É uma alternativa ao açúcar e ao mel, por exemplo, e, além de ser calórico, é rico em vitaminas, minerais e antioxidantes. Mais de 80 por cento de produção vem da província de Quebec, no Canadá. Agora, pode ter um gosto deste produto na nova Maple Decadence. 

A cerveja vegan é do estilo imperial porter, com um forte teor alcoólico (ou ABV) de 14,3 por cento. Da ficha técnica destaca-se ainda a presença de cevada e aveia e os maltes são Pale Ale, flocos de aveia, aveia, Carafa I, Carafa III, Caraaroma, Caramunich II, Carapils, Carared e Melanoidin. Há, claro, xarope de ácer, dextrose e baunilha, os lúpolos são East Kent Goldings e a levedura WLP001 California Ale. Pode comprar a garrafa no site da marca. O pack de quatro cervejas de 440 mililitros custa 32€.

A micro-cervejeira da cidade foi criada pelos amigos Daniel Abreu e Filipe Dionísio. Em 2016, Daniel Abreu, 43 anos, que já era completamente apaixonado pelo universo da cerveja, começou a desenhar um plano de negócios para abrir uma fábrica de cerveja, em Setúbal. “Sempre fiz cerveja artesanal em casa, o que me permitiu construir um pequeno portefólio”, conta o setubalense.

Em 2018, Daniel conheceu Filipe Dionísio, 32 anos, que também partilhava a paixão pela área. “Conhecemo-nos através de um amigo em comum e, nesse dia, fomos a Lisboa beber umas cervejas artesanais e trocar algumas ideias sobre o tema”, recorda.

Poucos meses depois, Filipe, licenciado em Engenharia Eletrotécnica, foi para o sudeste asiático e acabou em Melbourne, na Austrália, a trabalhar numa empresa de mobile canning, ou seja, de enlatamento móvel de cerveja artesanal.

Com a pandemia, o jovem de 29 anos decidiu voltar para Portugal e juntar-se a Daniel para criarem uma micro-cervejeira na cidade do Sado. Inspirada nos clássicos europeus e na cultura craft americana, a Ophiussa Brewing Company chegou em fevereiro de 2021. Tiago, de 32 anos, e um dos melhores amigos de Daniel, passou a integrar a equipa.

O foco são as cervejas lupuladas, sours com frutas e clássicos europeus. A fábrica, localizada em Setúbal, está equipada com um sistema de produção de seis hectolitros, fermentadores de cinco e dez hectolitros e uma pequena linha de enlatamento.

Carregue na galeria para conhecer melhor algumas propostas da marca Ophiussa. 

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