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A família que trouxe a tradição das bebidas espirituosas da Arménia para Palmela

A New in Setúbal falou com os fundadores da marca Palmanhac que produz aguardentes à base de frutas inteiras.
Há quatro referências para provar.

Tudo começou numa destilaria na Arménia. Foi lá que a família Kazumyan se lançou na produção de bebidas espirituosas, com base numa receita original, que está nas suas mãos desde 1895.

Anos mais tarde, seguindo a tradição da família, Robert Kazumyan (60 anos) tirou o curso de vinicultor/engenheiro mecânico na indústria de vinhos e de engenheiro-designer. Trabalhou durante 12 anos na fábrica de conhaque “Ararat”, em Yerevan, na Arménia, como engenheiro tecnólogo e num armazém de envelhecimento das bebidas alcoólicas de conhaque.

Robert e a mulher Karina Kazumyan (61) nunca tinham estado no nosso País. No entanto, como a sua filha Maria casou com português, em 2015, os pais da jovem decidiram viajar até cá. 

Ao passear pela região de Palmela, o casal ficou fascinado com os incríveis jardins de laranja e limão. “Ficámos bastante surpreendidos e, ao mesmo tempo, tristes com a quantidade de fruta que estava caída no chão e que acabava por ser desperdiçada. A cultura arménia ensinou-nos a usar tudo o que a natureza nos dá. Por isso, foi aí que surgiu a ideia de trazer a tecnologia arménia e a receita antiga da nossa família para a vinificação de fruta e aguardente”, conta o casal à New in Setúbal.

Depois de várias pesquisas, Robert e Karina vieram morar para Palmela e descobriram que ninguém fazia vinhos de laranjas e limões inteiros. Foi nessa altura que decidiram fazer o que, aparentemente, parecia impossível: usar a fruta inteira mesmo com a casca para produzir bebidas licorosas, que conservassem as vitaminas e as propriedades originais das frutas.

Foi assim que nasceu a Palmanhac no final do ano passado. “A marca Palmanhac inspirou-se na natureza de Portugal, nos pomares de citrinos, nas plantações de deliciosos morangos na região de Palmela e na cultura generalizada de consumo e produção de vinhos doces do Porto e moscatel”, explicam os fundadores à NiS.

Na fábrica instalada em Palmela, a empresa junta equipamentos e tecnologias de última geração para a produção de vinhos de citrinos com os métodos tradicionais de destilação em alambiques de cobre, sendo que as bebidas envelhecem em barris de carvalho.

A garrafa da aguardente de limão.

“O nosso objetivo é produzir um produto único e, por termos um volume de produção de bebidas bastante limitado, damos atenção especial a cada detalhe do processo. Como não usamos tecnologias de produção em massa, a maioria das fases é realizada manualmente”, acrescentam os empresários. 

Até agora, a marca conta com quatro referências produzidas na fábrica: a bebida espirituosa de laranja de moscatel; a de limão; a de morango e a aguardente de limão. Para os próximos meses está previsto o lançamento das aguardantes de laranja e de limão velha.

Pode encontrar todas as bebidas no site da Palmanhac e encomendar através da plataforma Adegga.com. O preço das garrafas varia entre os 23€ e os 25€. As encomendas seguem pelo correio e estão disponíveis em Portugal continental.

Se preferir, os produtos também estão à venda na Casa da Baía e na Casa do Turismo, em Setúbal. Pode acompanhar as novidades da marca através das suas páginas de Facebook e Instagram.

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