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A dieta rica em proteína está de volta — e é uma das grandes tendências deste verão

A nutricionista Mafalda Rodrigues, autora do blogue “Loveat”, esclarece à NiT alguns mitos sobre este macronutriente.
Esclarecemos tudo.

A proteína é um componente essencial dos músculos, órgãos, pele e de todo o corpo no geral. É um dos três macronutrientes essenciais utilizado como fonte de energia para o organismo funcionar — os outros dois correspondem aos hidratos de carbono e às gorduras. Se há quem receie seguir uma dieta proteica, existe também quem aposte nela sem pensar duas vezes — e este verão volta a ser uma das mais populares no mundo fit.

“Cada grama de proteína fornece quatro calorias, o mesmo que cada grama de hidratos de carbono, enquanto uma grama de gordura fornece nove calorias”, começa por explicar a nutricionista Mafalda Rodrigues de Almeida, autora do blogue NiT “Loveat”.

Segundo a especialista, o valor de referência para o consumo de proteína numa dieta normoproteica é entre 0,8 gramas a 1,2 gramas de proteína por quilo de peso por dia, sendo que se considera a dieta hiperproteica, ou seja, uma dieta em que é ingerida uma quantidade de proteína superior ao recomendado — uma alimentação que exceda 1,2 gramas de proteína por quilo de peso por dia. 

“Desta forma, há uma redução da ingestão de hidratos de carbono, gordura ou ambos”, acrescenta. É por isso que esta é uma das dietas a que muita gente recorre quando quer perder excesso de peso.

Os mitos e dúvidas associados à dieta proteica

Um dos grandes mitos que ainda permanece é que uma dieta com elevado teor de proteína deteriora a função renal. Como resultado da metabolização das proteínas no organismo, o fígado produz uma substância chamada ureia e esta é eliminada pelos rins. Foi isto que originou o mito de que uma dieta rica em proteína, a longo prazo, poderia levar a uma perda de função dos rins. No entanto, isto não passa de um mito.

“Já existe bastante evidência científica que comprova que uma ingestão alta de proteína em pessoas saudáveis é segura e não tem qualquer repercussão negativa para a saúde renal”, esclarece a nutricionista Mafalda Rodrigues de Almeida. Ainda assim, alerta, em doentes renais este deve ser um parâmetro controlado e acompanhado por um profissional de saúde devidamente qualificado. 

Fale com um nutricionista.

Os benefícios de um consumo de proteína elevado passam pela manutenção da massa magra e pelo aumento da saciedade, explica. “Ou em casos de doenças específicas que concorrem para a desnutrição assim como, em grupos de risco, como é o caso dos idosos, uma vez que com o avançar da idade, há uma maior predisposição para a diminuição da massa magra”, refere a especialista.

Há outra dúvida bastante comum: qual é a quantidade de proteína que é possível absorver em cada refeição, de forma a que sua distribuição ao longo do dia seja a mais adequada possível?

“No caso da proteína ingerida, é digerida no estômago e absorvida pelo intestino na sua totalidade. Em relação à quantidade de proteína que pode ser utilizada para a otimização dos processos de construção de massa magra, já é limitada por dia e por refeição, sendo que, atualmente, o que a evidência nos diz é que os valores ótimos por refeição devem rondar as 20 a 40 gramas de proteína.”

Contudo, deve ser avaliado por um nutricionista, uma vez que depende sempre de fatores individuais, como a idade, o género, a condição física e outras condicionantes que diferem de pessoa para pessoa. Ainda assim, de uma forma geral, explica a autora do blogue NiT “Loveat”, alguém que pratique uma atividade física normal não necessita de uma quantidade de proteína superior àquela que é recomendada numa dieta normoproteica.

“Já em atletas de alta intensidade, estes valores devem ser ajustados, recomendando-se uma ingestão de cerca de 1,2 gramas a dois gramas de proteína por quilo de peso por dia.”

tags: “Loveat”, blogue, dicas, dieta proteica, macronutriente, mitos, nutrição

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